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terça-feira, 18 de setembro de 2018.
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08 de Março: Luta Mundial das mulheres por igualdade de diretos na vida e no trabalho

08/03/2018


No Brasil e no mundo inteiro o dia 8 de março – Dia Internacional da Mulher é uma data necessária para construir a luta contra os assédios, pela igualdade salarial entre homens e mulheres. 

Em cada país, as mulheres estão fazendo reivindicações diferentes. Mas, de uma forma geral, as mulheres discutem o fim da violência de gênero, as disparidades salariais entre homens e mulheres, a independência financeira feminina e até mesmo a liberdade de reprodução.

No Brasil, várias categorias lançaram, no dia 24 de fevereiro, a Jornada de Luta das Mulheres em Defesa da Democracia e dos Direitos. A jornada, construída pela Secretaria Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, em parceria com as entidades e movimentos de mulheres, será desenvolvida até o dia 1° de maio. Durante este período, ocorrerão seminários, rodas de conversa e formações sobre os direitos das mulheres, democracia e debates sobre as reformas trabalhista e da Previdência. 

As mulheres são as que mais sofrem com os retrocessos nas políticas públicas e em áreas essenciais como saúde e educação. A PEC do teto (Proposta de Emenda Constitucional 55), por exemplo, vai afetar a vida de toda a população brasileira, ao estabelecer o congelamento dos gastos públicos nos próximos 20 anos.

“8 de março é uma data para lembrar tudo o que conquistamos, mas é preciso que seja uma data de Luta para avançar por igualdade plena entre homens e mulheres e principalmente, combater o machismo e cobrar o fim da violência contra as mulheres”, Secretaria de assuntos da mulher do SEEB/MT, Vânia Lúcia Schembek Silva

Desemprego continua maior entre as mulheres

As mulheres continuam a ocupar a menor fatia do mercado de trabalho brasileiro, apesar de formarem a maioria da população em idade de trabalhar, segundo dados da PNAD, divulgada na sexta-feira (23) pelo IBGE. 

No 4º trimestre de 2017, o percentual de mulheres em idade de trabalhar era de 52,4% em todo o país, mas apenas 45,4% estavam entre a população ocupada e 50,7% entre a desocupada.
 
Para a CUT, esses dados são apenas um dos reflexos da crise econômica instalada no país. Com o Governo Temer aumentaram o desemprego em todos os setores e, com isso, aumentou o processo de exclusão das mulheres que, em sua maioria, já se encontram nas ocupações mais precárias, informais, sem direitos e sem condições de trabalho.

Feminicídio: Machismo mata todos os dias

No Brasil, o quinto país com maior número de homicídios femininos em um ranking divulgado pela Organização de 83 nações. Segundo o Ministério Público oito mulheres morrem diariamente por serem mulheres no país. Esses números assustadores mostram que Leis de proteção da mulher, como a Lei Maria da Penha e a própria Lei do Feminicídio são importantes e necessárias para barrar o machismo que mata milhares de mulheres todos os dias no Brasil. 

Os homens vão continuar matando as mulheres enquanto o patriarcado existir.  Ou seja, enquanto prevalecer à ideia é que a mulher tem que obedecer, cuidar dos filhos, da casa e só. 

Além de aterrorizar, humilhar e oprimir, o machismo também mata diariamente. E de maneira cruel. Não há nada de passional nesses crimes. Um homem que mata uma mulher, geralmente a sua companheira, não carrega paixão em seus atos. Carrega desprezo e prazer em subjugar e controlar mulheres. 

A lei federal, que define o feminicídio foi sancionada em 2015 pela presidenta Dilma Rousseff e transformou em hediondo o crime de assassinato quando se aproveita da fragilidade do sexo feminino. A pena varia de 6 a 20 anos de prisão e em alguns casos pode chegar até 30 anos. “O reconhecimento do feminicídio como crime hediondo foi um avanço, mas precisamos de leis ainda mais severas para punir esse tipo de crime", avalia a secretaria de assuntos da mulher do SEEB/MT, Vânia Lúcia Schembek Silva.

Ligue 180: Pelo fim da violência contra a Mulher


O número 180 da Central de Atendimento à Mulher é o canal criado para receber denúncias e orientar mulheres vítimas de violência.  As denúncias recebidas são encaminhadas aos sistemas de Segurança Pública e Ministério Público de cada um dos estados e Distrito Federal. As ligações são gratuitas e o serviço funciona 24 horas.

 
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