O que a greve dos Correios tem a ver com a Cassi
terça-feira, 21 de agosto de 2018.
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O que a greve dos Correios tem a ver com a Cassi

14/03/2018


Evando Peixoto
Colaboração para o Seeb Brasília

Os funcionários dos Correios deflagram greve nacional a partir da noite de domingo (11) tendo entre seus principais objetivos evitar mudanças nos planos de saúde, conforme prevê resolução do Ministério do Planejamento.
 
A resolução (CGPAR 23) proíbe que a participação da empresa no custeio do plano de saúde seja maior que a dos funcionários, retira o custeio da empresa no período pós laboral e determina cobrança por dependentes. Proíbe também novas adesões aos planos e institui reembolso para os novos funcionários, o que força os trabalhadores que vierem a ser contratados a procurar planos de saúde privados.
 
"A luta dos funcionários dos Correios é, portanto, uma luta também nossa, funcionários em atividade e aposentados do Banco do Brasil, assim como de todos os trabalhadores em estatais, porque as medidas do governo simplesmente destroem os planos de saúde de autogestão", reforça Kleytton Morais, diretor do Sindicato.


"A luta dos funcionários dos Correios é uma luta também nossa", diz o diretor do Sindicato Kleytton Morais.
A união e a mobilização conjunta dos trabalhadores de todas as estatais em defesa de seus planos de saúde são defendidas também pelos integrantes da Chapa 1 - Em Defesa da Cassi, que concorrem aos cargos de diretor e de conselheiros da Caixa de Assistência, na eleição marcada para o período de 16 a 28 de março.
 
Em plenária realizada recentemente no Sindicato para discutir a situação dos planos de saúde de autogestão no BB e na Caixa, face às ameaças trazidas pelo CGPAR 23, o representante dos funcionários do Banco Brasil na pasta de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi, William Mendes, que concorre novamente ao cargo, apontou a necessidade de ampla mobilização para fazer frente aos ataques do governo Temer, como em outras situações idênticas vivenciadas anteriormente: "Lá atrás a nossa resposta foi com mobilização para o debate, para a organização e para a luta. Fizemos com que a resolução de então se tornasse letra morta. Com os ataques sendo reeditados agora, vamos reeditar o nosso movimento, com conferências e encontros nacionais de saúde, com disseminação de informação nas bases e em articulação com os trabalhadores das demais estatais".
 
Encabeçada por William Mendes, a Chapa 1 é integrada ainda por Fernando Amaral Baptista Filho (RJ) e Fabiano Felix do Nascimento (PB), candidatos a conselheiros deliberativos titulares, tendo como suplentes Ana Paula Araújo Busato (PR) e Elisia de Fiquiredo Ferreira (SP), e por Diusa Alves de Almeida Almeida (SP) e Carlomagno Goebel (RS), candidatos a, respectivamente, titular e suplente do Conselho Fiscal.
 

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