Sindicato dos Bancários de Mato Grosso protesta contra reestruturação do BB
domingo, 18 de agosto de 2019.
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Sindicato dos Bancários de Mato Grosso protesta contra reestruturação do BB

09/08/2019


Bancários de todo o País realizaram nesta sexta-feira, 09 de agosto, um Dia Nacional de Luta contra reestruturação no Banco do Brasil, conforme foi definido na 21ª Conferência Nacional dos Bancários. A direção do BB anunciou, dia 29 de julho, mais um Plano de Adequação de Quadros (PAQ), com previsão de extinção de funções, redução de postos de trabalho, fechamento de agências e departamentos. O banco também prepara um novo plano de desligamento incentivado. 

Em Mato Grosso, a direção do Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (SEEB/MT), retardou a abertura agência do Banco do Brasil,  localizada na Av. Getúlio Vargas, esquina com a Barão de Melgaço, Centro financeiro de Cuiabá e dialogou com os bancários e com os clientes.

De acordo com o presidente do Seeb/MT, Clodoaldo Barbosa, a proliferação de agências digitais do BB afetará a função pública e social. “O acesso popular a bancos e a crédito  é papel importante dos  bancos públicos no processo de ‘bancarização’ da população, principalmente a de baixa renda, mas o governo visando a privatizar  abre mão de um importante mecanismo institucional de desenvolvimento social e de defesa do poder aquisitivo do povo brasileiro, em uma economia que se caracteriza como volatilidade e inflacionária”, afirma Clodoaldo. 

Para o  vice-presidente do SEEB/MT e funcionário do BB, Alex Rodrigues, o Sindicato é contra a reestruturação do Banco do Brasil. “Somos contra toda e qualquer medida que atinja o trabalhador bancário. Não podemos aceitar o desmonte do Banco e prejuízos aos trabalhadores, contamos com a presença de todos para fortalecer a luta em defesa do Banco do Brasil e seus funcionários”, afirma Alex, lembrando que o lucro líquido do BB somou R$ 8,679 bilhões, elevação de 38,5% em relação ao mesmo período de 2018. 

Segundo o Secretário de Assuntos Jurídicos SEEB/MT e funcionário do BB, Marcilio Silva, este é o caminho para o desmonte e preparação  para a privatização do BB. “A reestruturação está na contramão do que o Brasil precisa”, afirma Marcílio, informando que a direção do Sindicato que vai disponibilizar assessoria jurídica, com o objetivo de esclarecer dúvidas sobre as medidas apresentadas  pelo BB. 

Atendimento do Jurídico

O plantão jurídico é realizado de segunda a sexta, das 8h às 11h e das 14 às 17 horas, para os bancários filiados, na sede do Sindicato (Rua Barão de Melgaço, 3190 - Centro – Cuiabá-MT) ou  por telefone (65) 3623 5333. 


CONFIRA A CARTA DO SINDICATO DISTRIBUÍDA À POPULAÇÃO CUIABANA. 

CARTA ABERTA AOS CLIENTES E USUÁRIOS DO BANCO DO BRASIL 

DEFENDER O BB É DEFENDER O BRASIL!
 
O Banco do Brasil vem priorizando a proliferação de agências digitais, o que irá afetar sua função pública e social. 

A política de Estado para os bancos públicos deve priorizar a bancarização da população, principalmente a de mais baixa renda, ao invés de copiar o modelo adotado pelos bancos privados. Isso não quer dizer que o BB não possa ter agências digitais, mas o banco não pode abrir mão de agências físicas arriscando descumprir com a função social que compete a um banco público.

Essa reestruturação do BB não prejudica apenas o banco e os empregados, mas sim o País. A transformação de agências em postos de atendimento ou agências digitais reduz os serviços prestados e reduz o número de bancários. 

O desmonte do Banco do Brasil terá impacto no acesso ao crédito no país. Atualmente, o Banco do Brasil é responsável por mais de 60% do crédito agrícola.  Ou seja, a medida mexe com a vida dos trabalhadores/as, e afeta toda a população brasileira, que ficará cada vez mais, a mercê do mercado financeiro.

O Banco do Brasil, assim com a Caixa, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o Banco da Amazônia e o Banco do Nordeste, são bancos estatais do governo brasileiro, com a responsabilidade constitucional de contribuir com o desenvolvimento econômico e social do Brasil, atuando diretamente em situações pouco atrativas aos bancos privados, como no caso do BB, no crédito rural, que precisa estar ao alcance do povo.
 
DIGA NÃO AO SUCATEAMENTO E A PRIVATIZAÇÃO DO BB! 

Essa situação exige mais que indignação, exige unidade da classe trabalhadora para reagir e impedir a venda do patrimônio do povo e o fim do ESTADO BRASILEIRO.

SE É PÚBLICO, É PARA TODOS!
Defender os bancos públicos é defender o Brasil

 
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