Negociações avançam e efeitos da MP 905 continuam suspensos
domingo, 15 de dezembro de 2019.
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Negociações avançam e efeitos da MP 905 continuam suspensos

27/11/2019


O Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos negociaram por quase 10 horas nesta terça-feira (26) sobre a proposta que neutraliza os efeitos da Medida Provisória (MP) 905/2019.

De acordo com as informações do presidente do Sindicato dos Bancários de MT, Clodoaldo Barbosa, "o Comando Nacional garantiu a manutenção da jornada de segunda a sexta-feira, que não haverá aumento de jornada e que a PLR continuará sendo negociada com os sindicatos. Como é hoje, o trabalho aos sábados somente será permitido se houver negociação com o movimento sindical", afirmou o presidente do Seeb/MT, que é membro do Comando Nacional, em mensagem de áudio enviado logo após o encerramento da reunião.

“Apresentamos uma proposta de aditivo à nossa CCT que garante os direitos, a jornada e impede a redução salarial da categoria. Os bancos propuseram mudanças que mantêm o que diz a MP e contrariam o que está em nossa convenção. Deixamos claro que não poderíamos fazer um acordo deste, pois seria reabrir as negociações de termos já negociados e definidos em acordo coletivo”, explicou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional.

“Aceitar as mudanças seria desconsiderar o valor de nossa mesa de negociações. Negociamos uma Convenção Coletiva e os bancos vão no governo e pedem uma medida provisória? Deve haver respeito à mesa de negociação por ambos os lados”, disse Juvandia. “O que queremos é manter o que firmamos em nosso acordo de dois anos”, completou.

A negociação se prolongou durante todo o dia e houve várias pausas para que as partes discutissem entre si as propostas e contrapropostas que eram apresentadas.

“A Fenaban insistia em alterações que reduziam direitos e alteravam o que tínhamos definido em nossa CCT. Aceitar estas alterações seria o mesmo que aceitar a implantação da MP. Isso não seria possível”, ressaltou a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva, também coordenadora do Comando Nacional.

Suspensão dos efeitos da MP

Ao final do dia, as negociações sobre o texto do aditivo avançaram bastante, garantindo a jornada, a negociação da PLR apenas pelos sindicatos, mas dado o avanço da hora, as negociações continuarão nos próximos dias, restando alguns detalhes sobre a vigência. Até que o aditivo seja assinado, os efeitos da MP continuam suspensos.

Na avaliação do presidente do Seeb/MT, a rodada de negociação muito difícil por mais de 10 horas debatemos e os banqueiros como sempre querendo implementar a medida provisória e lógico nós não aceitamos esse retrocesso e cobramos respeito a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) que tem validade até 31 de agosto de 2020. "Só conseguimos manter nossa CCT devido a força da unidade da nossa categoria.  Mas, precisamos continuar atentos é mobilizados, pressionar o Congresso Nacional, senadores, deputados a não aprovarem essa medida provisória que é prejudicial, não só pra nós, mas, para o conjunto da classe trabalhadora", aponta Clodoaldo.

Com informações da Contraf-CUT

 
 
 
 
 
 
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