Negociação com o BB não avança, bancários vão intensificar a mobilização e a l
segunda-feira, 1 de março de 2021.
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Negociação com o BB não avança, bancários vão intensificar a mobilização e a luta

18/02/2021


Atos e paralisações em todo país e em Mato Grosso irão marcar mais um Dia Nacional de Mobilização contra a desestruturação e desmonte do BB, nesta sexta-feira (19.02). Em Mato Grosso o Ato Politico será na Agência Alencastro, localizada na Rua Barão de Melgaço, esquina com Av. Getúlio Vargas. A concentração será às 9h. 

“Com a pressão e participação dos colegas que aderiram de forma espontânea, conseguimos abrir negociações com o Banco do Brasil no dia de hoje. Desde o início, em 11 de janeiro, data da publicação da desestruturação, o BB havia informado ao movimento sindical que não negociaria a reestruturação por tratá-la enquanto poder diretivo da empresa. A estratégia é intensificar a mobilização e a pressão sobre o BB”, afirma o secretário geral do Sindicato dos Bancários de MT (Seeb/MT) e funcionário do BB, Alex Rodrigues.

O Banco do Brasil apresentou ao Comando Nacional proposta de prorrogar a desgratificação dos caixas para o dia 9 de abril – considerou manutenção da gratificação por três meses, incluindo janeiro, e considerou mais um mês de prioridade para acionamento da gratificação de caixa.  O banco exigiu ainda, para tanto, que fossem retiradas todas as ações contra o fechamento de agências e também aquelas relativas a desgratificação dos caixas.

“É um grande risco. Retirar todas as ações a nível de Brasil contra a reestruturação é condição para o Banco dar  “mais um tempinho” no descomissionamento dos caixas. Diante dessa postura intransigente do BB, temos que responder com mais luta e mobilização”, reforça o secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato, Marcílio Lima, também é funcionário do BB, lembrando que a posição do movimento sindical é ajuizar ações coletivas contra a retirada compulsória da gratificação dos caixas, contra o fechamento de agências, contra o desconto dos dias parados além da reclassificação das faltas não abonada não autorizadas decorrentes da paralisação;

Para o presidente do Seeb/MT, Clodoaldo Barbosa, a reestruturação imposta pela direção do BB é consequência direta da linha ultraliberal, entreguista e de arrocho salarial praticada pelo governo federal. “Em plena pandemia, a direção do BB, sob ordens do governo de Bolsonaro, quer implantar medidas  que prejudicam a todos: bancários, que ficarão mais sobrecarregados e terão a remuneração reduzida, e também a população, que terá o atendimento precarizado. Muitos municípios de Mato Grosso contam somente com a agencia do BB ou da Caixa – Bancos públicos, pois os bancos privados não possuem interesse em atuar nestes locais”, explica o presidente do Sindicato.

Pauta apresentada pelo Comando Nacional dos Bancários:
• Garantia de não desgratificação dos caixas por 120 dias;
• Incorporação administrativa das gratificações e funções dos exercentes por 10 anos ou mais;
• transparência e respeito às concorrências por recolocação dos excessos por laterialidade ou descenso;
• reclassificação e abono dos dias de paralisação;
• garantia de manutenção das operações do BB em municípios ou regiões em que o banco anunciou fechamento de agências.
 
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